Cirurgia Robótica

Homem e robô a serviço da vida

História

O protótipo do robô cirúrgico foi inicialmente concebido a partir de 1980 no antigo Instituto de Pesquisa de Stanford. Ele nasceu de um contrato com o Exército dos EUA para desenvolver um sistema que permitisse cirurgias remotas nos campos de batalha. O propósito era dar acesso aos soldados feridos a um cirurgião especialista num cenário bélico, o que culminaria com a vantagem agregada de não expor este médico ao risco de uma zona de conflito. Com o avanço do projeto, aplicações comerciais foram detectadas, inaugurando um ramo revolucionário da cirurgia minimamente invasiva.

Em 1995, surge a empresa pioneira no setor: ​Intuitive Surgical​. Em janeiro de 1999, ela lança o sistema ​Vinci Surgicale​, em 2000, este já é o primeiro sistema robótico cirúrgico aprovado pelo FDA para uso em cirurgia laparoscópica. Nos anos seguintes, FDA amplia a lista de aprovações: toracoscopia, procedimentos cardíacos, urológicos, ginecológicos, pediátricos e de cabeça e pescoço transorais.

No Brasil, a tecnologia chegou em 2008 ficando inicialmente concentrada no estados do Sudeste. Nos último anos, a disseminação de robôs cirúrgicos pelo país evolui até que, em 2019, Salvador inaugura suas duas primeiras plataformas robóticas. Esse fato contribui para democratizar a via robótica para os pacientes baianos. Não mais é necessário recorrer ao turismo de saúde fora do estado a fim de se beneficiar da via robótica.

Conheça a plataforma robótica

A plataforma robótica possui 3 componentes: console do cirurgião, carro do paciente e carro de visão. Vamos entender cada uma:

1. Console: Parte do sistema onde o cirurgião atua sentado comandando o robô. O profissional coordena os movimentos da máquina através de joysticks com seus dedos e punhos. Suas ações são reproduzidas em tempo real pelo sistema para executar atos de apreensão de estruturas, secção de tecido (corte), suturas e remoção de órgãos.

2. Carro do paciente: Porção do robô que permanece em contato com o pacientedurante todaacirurgia.Essecarropossui4braçosmecânicos,sendoque num necessariamente está a câmera, enquanto que nos remanescentes podem ser acoplados instrumentos com finalidades diversas. Exemplo: tesoura, porta agulha para suturas, pinças de apreensão e dissecção, pinça seladora de vasos, suctor para aspiração de líquidos, grampeador intestinal e até mesmo transdutor para ultrassom intracorpóreo. É importante lembrar que sempre haverá um médico cirurgião (conhecido como primeiro auxiliar) ao lado do paciente. Este corrige problemas relacionados ao equipamento, troca pinças, grampeia vasos e fornece fios ao cirurgião principal dentro interior do paciente. A atividade deste profissional requer preparo e sintonia com o colega que encontra-se no console para o êxito do procedimento.

3. Carro de visão: É a central de processamento que traduz o movimento das mãos do cirurgião num comando a ser executado em tempo real pelas pinças no interior do paciente. É o cérebro do robô. Um hub de integração.

Recados Importantes

Cirurgia Robótica

A Cirurgia Robótica é um avanço da técnica minimamente invasiva de laparoscopia, em que o cirurgião controla braços mecânicos de um robô através de um console. Isso permite maior precisão dos movimentos. Além das vantagens trazidas pela laparoscopia, que são redução das incisões, diminuição da perda de sangue e diminuição do tempo de cura e cicatrização, o robô permite uma melhor manipulação dos tecidos e uma visão tridimensional, melhorando a performance da cirurgia. Em Salvador temos, até o momento, duas plataformas robóticas em funcionamento: uma no Hospital São Rafael, (Rede D’or) e outra no Hospital Santa Izabel.

Vantagens e segurança

Lembrete

​Todo procedimento cirúrgico envolve riscos inerentes à operação. A plataforma robótica, apesar de minimizar alguns, não os exime. Exemplos: infecção, hérnia incisional, dor temporária ou prolongada, lesão nervosa associada ao posicionamento, necessidade de conversão para o acesso cirúrgico aberto, lesão intestinal, incontinência urinária, dificuldade de ereção e hemorragia.

Imagens